Duas antologias na Flip 2019

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Alexandre Staut participa de duas antologias de contos que serão lançadas na Flip 2019.
Contos brutos: 33 textos sobre autoritarismo (Editora Reformatório) traz o conto “1980…  e pouco”. O trabalho tem curadoria de Anita Deak e Marcelo Nocelli.
Já o livro A resistência dos vaga-lumes (Editora Nós), com curadoria de Cristina Judar e Alexandre Rabelo, traz uma reunião múltipla de autores LGBT+. Alexandre participa com o conto “Você e a cidade”.
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Na Flip, falando sobre literatura e gastronomia

Caríssimos, no dia 26 (às 16h), falo na Flip sobre as relações da literatura com a gastronomia, ao lado de João Carrascoza e Júlia De Carvalho Hansen. A mediação é da Mariana Filgueiras e a curadoria da Mirna Queiroz (Programação Museu da Lingua Portuguesa/ Casa da Cultura de Paraty). Apareçam pra ouvir a gente!

“O incêndio”: texto de orelha

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Para boa parte da crítica literária, a ficção brasileira contemporânea teria suas raízes no solo urbano da vida agitada e violenta das metrópoles. Tais histórias testemunhariam as mudanças vivenciadas pelo país nas últimas décadas que alteraram radicalmente a sua feição rural e provinciana. Esse postulado, no entanto, não se aplica ao universo romanesco de Alexandre Staut, cuja força e intensidade, pelo contrário, advêm do resgate da delicadeza como princípio ordenador de uma prática escritural.
Assim como nos “afetos arcaicos” de João Carrascoza, os romances de Staut investem no recolhimento, na atenção aos detalhes e na suavidade do ritmo narrativo, aludindo aos espaços sociais em que se inserem: o universo do interior do país.
Tal preocupação já se observava em Um lugar para se perder (Dobra Literatura, 2012), ganhando especial destaque em O incêndio. Nestas páginas, deparamo-nos com uma das velhas paixões de Alexandre Staut: a literatura. Narrado por um bibliotecário, este romance evoca os últimos suspiros de uma biblioteca decadente, prestes a ser incendiada. Aqui, o universo dos livros é pretexto a uma viagem literária que coloca em relevo toda a complexidade de nossa banal existência: a camaradagem dos ambientes das salas de aula, nossas frustrações adolescentes, a descoberta da sexualidade e do desejo homoerótico, e, por fim, a paixão pela leitura.
A estrutura mise en abyme conduz grande parte do romance, estabelecendo um constante diálogo entre os mundos ficcional e realístico – cujas fronteiras acabam por se romper. Dessa fratura surge o olhar crítico do autor, que por uma escrita do cotidiano – apurada e minuciosa – não perde de vista o contexto sócio-histórico contemporâneo ao discutir assuntos espinhosos do mundo atual, como por exemplo “a caretice que tomou conta do país e o descaso com nossas instituições culturais”. Livro do desencanto pelo atual estado das coisas e do encanto pelo poético, O incêndio revela toda a complexidade e a aspereza de nossa existência, sempre à flor da pele.
Leonardo Tonus

 

Lançamento de “Perdidas – Histórias para crianças que não têm vez”

Revoltados com as recentes e repetidas mortes de crianças por bala perdida — como a de Maria Eduarda, de 13 anos, assassinada por bala perdida, na própria escola; ou Arthur, baleado quando ainda estava na barriga da mãe — mais de 30 autores nacionais toparam o convite da São Paulo Review para escrever contos, poemas e crônicas homenageando esses meninos e meninas. Os textos acabam de ser reunidos pela editora Ímã, no livro Perdidas – histórias para crianças que não têm vez. O lançamento acontece amanhã (dia 22), no Rio de Janeiro
Com organização dos escritores Katia Bandeira De Mello Gerlach e Alexandre Staut, editor da São Paulo Review, o volume traz textos de Alberto Villas, Alex Andrade, Alexandre Brandão, Andrea del Fuego, Anita Deak, Claufe Rodrigues, Cristina Judar, Daílza Ribeiro, Débora Ferraz, Edney Silvestre, Eliana Alves da Cruz, Eltânia André, Gil Veloso, Henrique Rodrigues, João Anzanello Carrascoza, Katia Bandeira de Mello Gerlach Leandro Jardim, Lúcia Bettencourt, Marcelo Ariel, Marcelo Moutinho, Marta Barbosa Stephens, Martha Batalha, Micheliny Verunschk, Mário Araújo, Márwio Câmara, Noemi Jaffe, Paula Fábrio, Rreynaldo Damazio, Ricardo Ramos Filho, Robson Viturino, Rodrigo Ciríaco, Ronaldo Cagiano, Rubem Mauro Machado, Santiago Nazarian, Sérgio Tavares, Susana Fuentes e Thiago Mourão.
Ednei Silvestre, por exemplo, recria em diálogo o desespero de um menino baleado; Noemi Jaffe escreve sobre o absurdo do ponto de vista da bala; Anita Deak escreve uma carta para Arthur, alvejado mesmo antes de nascer; Marcelo Moutinho e Santiago Nazarian aproximam o leitor do cotidiano e da emoção das mães que perderam seus filhos.
Para Katia Gerlach, a coletânea é “uma forma de unir escritores independente da visão política de cada um, em torno de um absurdo que enfrentamos diariamente”. Alexandre Staut destaca que “os autores cederam seus royalties e a editora reverterá a renda da edição para ações de educação, amparo e desenvolvimento de crianças e jovens em áreas de risco no Rio de Janeiro”.
O lançamento, com conversas sobre infância e violência, será no centro cultural Casa Porto, no dia 22 de novembro de 2017. Até lá o livro pode ser adquirido em pré-venda, com desconto e frete gratuito, no site da Ímã Editorial.

Livro ‘Paris-Brest’ ganha prêmio internacional ‘Gourmand World Cookbook Awards’

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Gente querida, acabo de receber email da organização do Gourmand World Cookbook Awards, um dos prêmios mais cobiçados no mundo dos livros de gastronomia, avisando que meu livro ‘PARIS-BREST’(Companhia Editora nacional) foi escolhido como melhor livro do ano na categoria ‘Best French Cuisine Book’, uma das mais disputadas entre publicações de 136 países que concorrem ao prêmio este ano. O livro recebeu o selo acima.
Agora, ‘Paris-Brest’ concorre como ‘Best of de Best’ dos livros de gastronomia de 2016. A cerimônia acontece na China, em maio. Torçam por mim!
A notícia chegou através de email de Edouard Cointreau, da família que criou a bebida com o mesmo nome, e também presidente do Gourmand World Cookbook Awards.

😉

Atriz Paula Cohen lê peça ‘Marquesa’ nas Satyrianas

Nos meses anteriores à sua morte, Phedra de Cordoba, uma das melhores pessoas que já conheci, e também uma das mais engraçadas, mundanas e espalhafatosas, ensaiava minha peça MARQUESA, escrita especialmente para ela.
Eu ia a sua casa semanalmente, e enquanto alisava seu gato Primo Bianco, ouvia-a ler seu papel. Phedra já não decorava mais nada e a cada cinco minutos eu precisava pedir que voltasse ao texto e deixasse para depois detalhes da direção, do figurino, da trilha sonora.
Quem a conheceu, sabe o quanto era expressiva. Mesmo lendo a peça aos tropeços, dava um show de interpretação. Phedra, sozinha, era capaz de uma revolução no teatro.
O texto traz os delírios finais de Marquesa de Pompadour, na corte de Luís XV, entremeados à histórias biográficas da própria diva cubana. A direção seria da Paula Cohen e a produção de Gustavo Ferreira e Robson Catalunha, e infelizmente não tivemos tempo de levar o trabalho aos palcos.
Para homenagear a saudosa atriz que fugiu de Cuba na década de 50, convidei Paula a ler a peça nas Satyrianas, que começam na semana que vem.
Ela fará o papel da própria Phedra. Quem viu a homenagem à diva no Teatro Oficina Uzyna Uzona, uma semana antes da sua morte, sabe que Paula incorpora a cubana de forma engraçadíssima e inspirada. Uma noite colossal, nas palavras do anfitrião, José Celso Martinez Corrêa.
Para completar a leitura, Cléo De Páris dará voz à rainha Maria Antonieta ainda criança, que aparece nos delírios de Pompadour. Este era um desejo da Phedra, quando a peça tivesse mais corpo. Eu vou ler os dois papeis masculinos.
MARQUESA será apresentada na terça-feira (dia 15), às 15h, na SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt. É grátis! A programação completa das Satyrianas, que este ano tem como grande homenageada nossa querida Phedra, saiu no Catraca Livre. Está recheada de bons espetáculos, shows… Vamos?

Paris-Brest: lançamentos agendados

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PARIS-BREST
– Lançamento oficial no domingo (dia 28), na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (auditório da CBL – Câmara Brasileira Do Livro);
– Belo Horizonte, 1 de setembro, na Borracharia Gastropub;
– Tiradentes (MG), 3 de setembro, no Festival Cultura E Gastronomia De Tiradentes;
– São Paulo, 27 de setembro, na Livraria Cultura – Conj. Nacional – SP., das 19h às 21h30;
– Pinhal, 8 de outubro, na Villa do Poeta.